domingo, 29 de maio de 2011

erro fatal

desde sempre
sabia
que não era certo
machucar
nem aceitar a voz insída noa porta de minha alma
se é que eu ouvia
em desespero
e sem calma
vou te matar, vou te matar, vou te matar..

abandono

se eu abandono quem amo
sou cruel
sou mais cruel ainda
quando abandono sem razão.
 o verdadeiro abandono
mata.


nada explica a morte

ou encaramos nossa finitude
e nos deixamos ir
ou ficamos prisioneiros de pensamentos
muitos ruins
muitos bons
há registros
de uma vida inteira
e isso se apagará quando formos daqui.
Tenho a impressão
cada vez mais
nítida e em névoas
que me confundirei com o cosmos
Não mais pensarei
nem sentirei nada.
nem sei muito lidar com essa parte final da vida.
é como sair do filme
é como abandonar seu personagem
e não fazer mais parte da história.
tantas coisas que
não são palpáveis.
nada estará mais
ao nosso alcance
vamos para outro plano.