sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

ATÉ A ETERNIDADE

Sem medo
vivia com poucos bens materiais
pouco sorria
falar quase nada
comigo às vezes
toda semana
o silêncio invade minhas entranhas
não era para partir agora...
mas nada se controla
nada é nada
agora pelo menos
sua lama somente pura
não terá que sentir dores
tantas foram só Dolores..
las Dolores às quais
te acostumbraste.
Te guardo no meu espírito
tentando sussurrar
não fique triste não
eu vou fazer de sua morte
um aprendizado

Adeus, amiga!

A rainha
do mistério
me levou
minha amiga
e desconheço
onde estou
nesse
instante
em que já
me quedo
solita
não foi porque queria
ninguém vai porque quer
ou será que sim/
nada importa neste momento
transparente
onde vejo
seu jeito de gueixa
a brincar com os gatos
transpirando sensualidade
e uma dor
sem nome.