sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

ATÉ A ETERNIDADE

Sem medo
vivia com poucos bens materiais
pouco sorria
falar quase nada
comigo às vezes
toda semana
o silêncio invade minhas entranhas
não era para partir agora...
mas nada se controla
nada é nada
agora pelo menos
sua lama somente pura
não terá que sentir dores
tantas foram só Dolores..
las Dolores às quais
te acostumbraste.
Te guardo no meu espírito
tentando sussurrar
não fique triste não
eu vou fazer de sua morte
um aprendizado

Adeus, amiga!

A rainha
do mistério
me levou
minha amiga
e desconheço
onde estou
nesse
instante
em que já
me quedo
solita
não foi porque queria
ninguém vai porque quer
ou será que sim/
nada importa neste momento
transparente
onde vejo
seu jeito de gueixa
a brincar com os gatos
transpirando sensualidade
e uma dor
sem nome.

domingo, 29 de maio de 2011

erro fatal

desde sempre
sabia
que não era certo
machucar
nem aceitar a voz insída noa porta de minha alma
se é que eu ouvia
em desespero
e sem calma
vou te matar, vou te matar, vou te matar..

abandono

se eu abandono quem amo
sou cruel
sou mais cruel ainda
quando abandono sem razão.
 o verdadeiro abandono
mata.


nada explica a morte

ou encaramos nossa finitude
e nos deixamos ir
ou ficamos prisioneiros de pensamentos
muitos ruins
muitos bons
há registros
de uma vida inteira
e isso se apagará quando formos daqui.
Tenho a impressão
cada vez mais
nítida e em névoas
que me confundirei com o cosmos
Não mais pensarei
nem sentirei nada.
nem sei muito lidar com essa parte final da vida.
é como sair do filme
é como abandonar seu personagem
e não fazer mais parte da história.
tantas coisas que
não são palpáveis.
nada estará mais
ao nosso alcance
vamos para outro plano.